Lagoa do Parque da Cidade passa por avaliação ambiental

A redução do nível da água da Lagoa do Parque da Cidade levou a Prefeitura de Lauro de Freitas a realizar uma vistoria técnica ambiental. A inspeção ocorreu em 29 de outubro.

Segundo a prefeitura, moradores da região solicitaram a avaliação e manifestaram preocupação com as condições do reservatório e possíveis impactos no ecossistema. A ação foi conduzida pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMMA).

A lagoa fica no loteamento Solar de Vilas, no Centro de Lauro de Freitas. O espaço público, de acesso gratuito, também é conhecido como Lagoa do Parque das Aves.

Lagoa do Parque da Cidade

A avaliação considerou as condições observadas no entorno e fatores ambientais que podem influenciar o reservatório. As informações reunidas vão orientar um relatório técnico da SEMMA.

Vistoria identifica erosão e não encontra captação superficial

Na inspeção, a equipe da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (SEMMA) usou um drone para registrar imagens georreferenciadas e ampliar o levantamento das condições ambientais ao redor da lagoa. O recurso permitiu observar diferentes pontos do entorno.



Segundo a avaliação técnica da prefeitura, não foi identificada captação superficial de água. Com isso, a retirada direta de água não foi apontada, inicialmente, como causa da redução do volume do reservatório.

Os técnicos encontraram pontos de erosão nas margens, onde o solo arenoso pode ser carregado para dentro da lagoa. O acúmulo desses sedimentos no fundo, processo chamado de assoreamento, reduz a profundidade do corpo d’água.

Período seco e condições climáticas são considerados na avaliação

A SEMMA também considerou as condições climáticas de Lauro de Freitas para analisar o nível da água. O período seco estacional na região vai de setembro a fevereiro, com pouca chuva e taxas elevadas de evaporação que interferem no volume dos reservatórios.

De acordo com a avaliação técnica, a influência do fenômeno El Niño pode intensificar esse quadro ao reduzir os índices de precipitação. A menor quantidade de chuva também pode comprometer a recarga do lençol freático que alimenta a lagoa.

As propostas a serem reunidas no relatório técnico devem incluir medidas para minimizar os impactos socioambientais identificados na área. A prefeitura informa que o monitoramento ambiental ocorre continuamente em diferentes pontos do município e orienta que solicitações e denúncias sejam registradas gratuitamente pelo aplicativo Tá na Mão.



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