Objetivos do Seminário
O Seminário Internacional Conexões Brasil–África realizou-se com a finalidade de fortalecer o letramento racial nas instituições de ensino. O evento buscou ampliar o entendimento sobre as culturas africanas e realçar a ancestralidade na formação dos alunos. No dia 21 de agosto de 2026, a Prefeitura de Lauro de Freitas promoveu o seminário no Instituto Federal da Bahia (IFBA), reunindo uma gama de participantes, incluindo representantes de países africanos, acadêmicos, educadores, gestores e estudantes. A proposta central foi fomentar um diálogo abrangente sobre questões de educação, identidade, equidade e relações étnico-raciais.
Participação Internacional
O evento contou com a presença de integrantes da comunidade internacional, destacando a importância do intercâmbio cultural. Entre os participantes, estava o adido cultural da Embaixada de Angola no Brasil, Luandino Carvalho, que trouxe uma perspectiva valiosa sobre a diversidade africana. Ele enfatizou a necessidade de quebrar estereótipos sobre o continente africano e promover o entendimento da sua pluralidade. Luandino argumentou que “somos 54 países, cada um com sua identidade, história e cultura”, e a importância de desmistificar a visão de uma África homogênea para reconhecer sua rica diversidade.
Relevância do Letramento Racial
A secretária municipal de Educação, Tamires Andrade, ressaltou que a implementação de um letramento racial efetivo deve transcender o discurso, sendo essencial sua inclusão no ensino cotidiano. Ela observou que Lauro de Freitas se destaca como a primeira cidade do Brasil a integrar a História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena como parte do currículo escolar. A gestora enfatizou que a educação deve capacitar os alunos a se reconhecerem e a valorizarem suas origens, fortalecendo assim seu pertencimento cultural.

Educação Antirracista
Defender uma ação antirracista é um dos pilares discutidos no seminário. O evento procurou evidenciar que a educação desempenha um papel fundamental na formação de cidadãos que respeitam e valorizam a diversidade. Isso inclui o desenvolvimento de práticas pedagógicas que incentivem a reflexão crítica sobre temas relacionados à racialização, identidade e pertencimento. O espaço para discussão permitiu que educadores e estudantes compartilhassem experiências e boas práticas sobre a implementação do ensino antirracista.
Cultura Africana na Educação
Discussões e apresentações durante o seminário também se concentraram na inserção da cultura africana no ambiente educacional. Palestras incluíram tópicos como memória coletiva, territorialidade e saberes tradicionais, abordando como a cultura africana pode ser um elemento formador de identidade nas escolas. O evento promoveu uma troca rica de experiências entre educadores brasileiros e africanos, reforçando a parceria e o intercâmbio cultural.
Experiências Compartilhadas
A troca de experiências foi um dos maiores destaques do seminário. Promover o conhecimento conjunto sobre práticas educacionais e culturais enriqueceu o debate. Foram realizadas mesas redondas onde educadores tiveram a oportunidade de discutir métodos de ensino, estratégias de engajamento e formas de integrar o conteúdo cultural africano nas disciplinas. Essas interações foram fundamentais para a criação de uma rede colaborativa que pode perdurar além do evento.
Identidade e Pertencimento
A construção da identidade racial e o fortalecimento do sentimento de pertencimento foram temas centrais nas palestras. O seminário enfatizou a importância de os alunos conhecerem suas raízes e histórias, promovendo a valorização de sua herança cultural. Ao compreenderem sua ancestralidade, os estudantes podem desenvolver um melhor senso de identidade e se tornarem mais conscientes de seu papel na sociedade.
Memória Coletiva e Ancestralidade
Uma abordagem significativa durante as atividades do seminário foi a valorização da memória coletiva e da ancestralidade. O conhecimento das histórias de resistência e das conquistas dos povos africanos serve como base para a formação educacional e para a construção de narrativas que respeitem a diversidade cultural. O encontro destacou a importância de integrar essas memórias no currículo escolar para promover uma educação mais inclusiva e representativa.
Atividades Imersivas
O evento não se limitou a palestras tradicionais. Incluiu também atividades imersivas que utilizaram tecnologias inovadoras. Uma das experiências foi o Museu Virtual Origens, que combina recursos de realidade virtual e metaverso para criar um ambiente interativo onde os participantes puderam explorar conhecimentos sobre a cultura africana de maneira envolvente. Esta abordagem visou não apenas educar, mas também engajar os participantes de uma forma contemporânea e relevante.
O Papel da Escola na Valorização Cultural
A valorização da cultura e identidade afro-brasileira é uma responsabilidade compartilhada pelas escolas e pela comunidade. O seminário ressaltou que as instituições de ensino devem ser agentes ativos na promoção de uma educação que respeite e valorize a diversidade cultural. Isso implica na criação de um ambiente escolar que favoreça a aprendizagem inclusiva e a valorização das identidades individuais e coletivas. A implementação de programas que destaquem a contribuição africana à sociedade brasileira é essencial para a construção de um futuro mais igualitário.


