A Experiência na Aldeia Thá-Fene
Na quarta-feira, dia 29 de abril de 2026, um grupo de dez jovens do Coletivo Bahia Pela Paz, oriundos do bairro de Paripe, participou de uma visita enriquecedora à aldeia indígena Thá-Fene, localizada em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Essa atividade faz parte da programação do Abril Indígena, um mês dedicado à reflexão sobre a cultura e os direitos dos povos originários.
Interações com a Cultura Kariri-Xocó
Durante a visita, os jovens tiveram a oportunidade de se imergir na rica cultura da etnia Kariri-Xocó. Este grupo é responsável pela gestão da reserva local em Quingoma há mais de duas décadas, junto com outras comunidades indígenas. Os Kariri-Xocó, que têm suas raízes migratórias ligadas à Aldeia Mãe em Alagoas, chegaram à Bahia em 1995, e desde então vêm preservando suas tradições e conexão com a terra.
Conexão com a Natureza e Medicina Ancestral
A imersão na cultura indígena proporcionou aos participantes experiências singulares sobre a natureza e suas contribuições para a medicina tradicional. Isaque Santos, de 13 anos, expressou sua satisfação ao aprender sobre medicamentos feitos a partir de elementos naturais. Ele ressaltou a importância do conhecimento indígena, afirmando: “Aprendemos coisas novas sobre a natureza e sobre os indígenas. Isso foi muito importante para nós.””>

Reflexões dos Jovens Participantes
Outro jovem, Sasha de Azevedo, de 17 anos, enfatizou como a visita a Thá-Fene o ajudou a se conectar com suas raízes ancestrais. Em suas palavras: “Foi maravilhosa. Eu me senti em casa, como se estivesse me conectando com meus ancestrais. Percebi uma energia muito boa, todo mundo ficou bem confortável. Foi uma experiência realmente libertadora.” Este sentimento de pertencimento e conexão é fundamental para a formação da identidade dos jovens.
O Papel do Abril Indígena
A programação do mês de abril é focada em discussões sobre ancestralidade, cultura e a realidade dos povos originários. Com isso, busca-se gerar uma conscientização entre os jovens sobre a importância da diversidade cultural, identidades e seu próprio pertencimento dentro de um contexto mais amplo. Essa iniciativa é parte do Núcleo de Formação Político-Cidadã (NFPC), que promove ações educativas e formativas.
Importância da Conscientização Cultural
As atividades realizadas com os Coletivos Bahia Pela Paz têm como objetivo fortalecer a identidade cultural entre jovens em situação de vulnerabilidade. Através de experiências diretas com diferentes culturas, pretende-se ampliar a visão de mundo dos participantes e promover o respeito às variadas tradições existentes em nossa sociedade.
Apoio da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos
Os Coletivos Bahia Pela Paz são coordenados pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH). Este programa, parte do Projeto Bahia Pela Paz, é uma estratégia do Governo do Estado focada na prevenção da violência letal e no aprimoramento da qualidade de vida de crianças, adolescentes e jovens em situação de risco.
A Ação dos Coletivos Bahia Pela Paz
Através da integração de várias secretarias estaduais, o programa busca garantir direitos, oferecer cidadania, e promover ações que fortaleçam a atuação das forças de segurança. Com isso, espera-se alcançar uma intervenção mais eficaz e sensível às necessidades da população jovem.
Fortalecimento da Identidade e Pertencimento
Através de visitas a comunidades como a Thá-Fene, os jovens não apenas aprendem sobre culturas diferentes, mas também fortalecem suas próprias identidades. Esse reconhecimento do outro — e, consequentemente, de si mesmo — é fundamental para construir uma sociedade mais justa e igualitária.
Perspectivas Futuras para os Jovens do Coletivo
A experiência proporcionada pela visita à aldeia indígena é uma das muitas atividades que fazem parte de um extenso programa de formação oferecido pelos Coletivos Bahia Pela Paz. As atividades contínuas visam não só a educação cultural, mas também capacitar os jovens a se tornarem agentes de mudança em suas comunidades, promovendo uma cultura de paz e respeito.
Através desses encontros, espera-se que os participantes se tornem mais conscientes de suas identidades e direitos, além de, quem sabe, se inspirar a defender suas próprias culturas e tradições.

